sábado, 15 de outubro de 2011

Mais um assassinato, em menos de uma semana, acontece em São Luís


A cidade de São Luís de Montes Belos que vivia um longo jejum em registros de mortes violentas, acumula em menos de uma semana três, uma por afogamento e duas provocadas por arma de fogo. Os casos estão deixando a população inquieta. No final da tarde de ontem, 13, o comerciante Fábio Luís Xavier, de apenas 25 anos, mais conhecido por “Fabinho”, foi surpreendido na porta da casa de um familiar, na Rua São Domingos, foi alvejado à queima roupa e veio à óbito momentos depois.
Fábinho chegou a ser atendido no local por uma equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA). Apesar do esforço e de todas as condições disponíveis, os profissionais não conseguiram reanimar a vítima, que foi deixada no local (numa calçada à espera do IML de Iporá).

O suspeito de cometer o crime é Sthanner Gregório de Oliveira, de penas 19 anos (foto ao lado). Ele foi preso pela Polícia Militar, minutos depois próximo ao local do crime, e confessou a autoria do assassinato. Em entrevista a esta reportagem, Sthanner conta que a motivação do crime teria sido um tapa no rosto dado nele por Fábinho, num local chamado Recanto, em Aurilândia.

Sthanner é contraditório ao relatar a data do fato. Segundo ele, a discussão, que teria culminado no tapa em rosto, aconteceu no dia 5 de setembro, só que nessa data ele estava preso em São Luís. Ele saiu do presídio no dia 22 de setembro e ele conta que comprou a arma em Aparecida de Goiânia, dois ou três depois de sair da prisão. A polícia não acredita na versão apresentada pelo autor confesso do crime.

De acordo com o Sargento Ferreira, comandante da unidade do GPT, que efetuou a prisão de Sthanner, o suspeito foi preso a algumas quadras do local do crime após ele pular muros e passar por vários imóveis da região. Com ele os policiais encontraram a arma do crime com 4 capsulas deflagradas, uma blusa e um capacete.

Segundo Ferreira, esse capacete é um mistério. Ele pode significar que possa existir uma ou mais pessoas envolvidas no caso. Sthanner afirma que usou o referido capacete para despistar a polícia. Não é descartada a possibilidade da existência de mais envolvidos neste crime.

Sthanner relata claramente que premeditou o crime e disse que não está arrependido e que faria tudo de novo quantas vezes fosse preciso. “Esse ai não vai bater na cara de ninguém nunca mais”, disse ele friamente. O suspeito contou que no dia de ontem veio a São Luís, na parte da manhã, certificar de que a vítima estava na cidade, depois voltou para Aurilândia e buscou a arma para cometer o crime.

Sthanner, que diz ser primo de um prefeito da região, estava preso no presídio de São Luís por ter furtado uma motocicleta há cera de três meses. Como desta vez, a Polícia Militar agiu rápido e prendeu o indivíduo. Na ocasião ele foi preso momentos depois de furtar a motocicleta.

O delegado Vicente Stábile irá presidir o inquérito que vai apurar todas as circunstâncias desse caso, inclusive as inúmeras contradições apresentadas na versão do suspeito.

O corpo de Fabinho está sendo velado na residência da sua avó, próximo ao local onde o crime aconteceu. Fábio, que era de uma família tradicional de São Luís, ttrabalhava em um lan-house. Ele era filho do comerciante Valdison Pinto Xavier e sobrinho da secretária municipal de educação, Valdirene Maria Xavier.

Nem o fato de ser sobrinho de uma secretária municipal pesou na hora de reduzir a demora da chegada do IML, que chegou ao local mais de três horas depois para recolher o corpo. Sobre a Novela IML, desta vez parece que tem uma boa notícia. De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura, Elder Soares, o convênio que autoriza o Estado a fornecer os profissionais que faltavam para efetivar de vez o IML de São Luís, só falta uma assinatura, o que deve acontecer nos próximos dias.

De acordo com a cópia do convênio, deixada na redação da Voz do Povo por Elder Soares, tudo indica que esta novela está bem perto do fim. Tomara que o caso do Fabinho seja o último a ser atendido por um IML de outra cidade. A população não agüenta mais passar por esse tipo de constrangimento e dor nesses momentos tão dolorosos.


fonte: site a voz do povo

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